BR | EN | ES
HOME
Sobre o BMS
AGENDA
INTELIGÊNCIA DE MERCADO
NOTÍCIAS
ENTRE EM CONTATO
FAÇA PARTE
BR | EN | ES
FAÇA PARTE
Brazil Machinery Solutions Notícias Entrevista com Luciane Piovezan Fornari
Voltar
Notícias

Entrevista com Luciane Piovezan Fornari

Publicado em 14/03/2024

O BMS celebra o mês internacional das mulheres homenageando as profissionais que se destacam no setor de Máquinas e Equipamentos, principalmente na área de comércio exterior. Em uma série de entrevistas trazemos a público um pouco da jornada de sucesso (e os desafios superados) de empresárias, diretoras, especialistas e de grandes nomes governamentais e/ou organizacionais, trazendo luz à diversidade de gênero em nosso setor.

A seguir confira a entrevista Luciane Piovezan Fornari, CEO Fornari Indústria e Sócia e CEO do grupo Alemão PlanET BIOGAS.

BMS: Vamos começar a entrevista falando um pouco do seu histórico profissional. Como começou a Fornari? 

Luciane Fornari: Começamos em 2008 e faremos 16 anos em 2024. Gosto de brincar que a história é um pouco torta, porque viramos até estudo de caso de inovação em universidades! Meu amor pelo agronegócio veio aos 14 anos, pois nasci em uma região de grandes empreendedores do setor (grupo JBS) a cidade de Concórdia (SC).  Comecei muito cedo como datilógrafa na Sadia e em nove anos de empresa acompanhei o crescimento de profissionais que hoje são grandes nomes no Brasil, em agroindústrias e cooperativas. Quando engravidei decidi mudar meu caminho e fui me dedicar à educação física e à dança. Mas a família de meu marido tinha uma oficina mecânica, que atendia os caminhões da região e comecei a atuar com eles. Nesse processo conheci um produtor da região que fazia usinagem e que estava na cidade para fazer portais de desinfecção para os caminhões, uma ação da Sadia em resposta vanguardista e preventivo contra a gripe aviária, que já estava em surto em alguns países à época. Foi para ele que fiz a pergunta mais importante da minha vida: mas só você precisa fazer esse portal?  E ele respondeu que todos os produtores precisariam se adaptar. Onde todos viam um problema eu via uma oportunidade. Contatei meus antigos colegas da Sadia e em dois anos eu já estava com projeto para apresentar ao grupo, que foi aprovado a partir do protótipo feito com meus próprios recursos. A família do meu marido foi contra o empreendimento, o que exigiu que eu tivesse que buscar parceiros para convencer meu sogro da importância deste processo. Eu achava que minhas ações ficariam somente na cidade, mas atendi a todas as unidades da Sadia! Hoje sou CEO de uma subsidiária alemã chamada PlanET Biogás Group, com a produção de biogás e biocombustíveis. A Fornari é também o primeiro braço produtivo de um grupo dinamarquês fora do grupo Europa: o Sanovo Technology Group. 

BMS: Como vieram as primeiras patentes? 

Luciane Fornari:  Quando comecei a trabalhar eu vi uma outra oportunidade, a necessidade de fornecimento e uso correto dos desinfetantes. Então desenvolvemos um sistema que dosa esse sistema, junto com o encanador que havíamos contratado para o portal. O protótipo foi um sucesso e decolou. Esse encanador até hoje recebe um cheque mensal, royalties desse projeto. São mais de 15 mil barreiras no Brasil e na América Latina, que continua vendendo em outros setores. A partir daí a empresa começou a se atentar a outros problemas: a água que as aves tomam poderia ser um vetor para a gripe aviária, pois não possuía tratamento com cloro. Estudei as oportunidades e desenvolvemos a segunda patente, que trouxe o dinheiro para comprar a parte da família no prédio, que é nossa sede hoje. 

BMS: Qual a importância de mais mulheres empreendedoras e trabalhando no agronegócios, em situação de igualdade?

Luciane Fornari: Precisamos sair do egocêntrico para o ecocêntrico. É uma necessidade de qualquer empresa a atuação com a diversidade, o olhar feminino. Buscamos a sustentabilidade de forma pontual, cirúrgica. Não podemos atuar com o greenwashing (estratégia de venda de marketing da empresa como sustentável sem ações efetivas para tal). No agronegócios as mulheres que estão dentro do negócio, muitas vezes porque herdaram os empreendimentos, muitas vezes não percebem o machismo ao seu redor.  As empreendedoras precisam se dedicar de cinco a dez vezes mais para conquistarem seu lugar. Por isso precisamos incentivar essa presença feminina maior. 

BMS: Qual sua percepção da presença e atuação da mulher no mundo dos negócios?

Luciane Fornari: A ampliação da participação feminina é necessidade urgente, especialmente pós-pandemia. Precisamos de mulheres em cargos de liderança e em cargos de decisão. Hoje temos que olhar essa mudança não somente na fala, mas efetivando ações. Eu vejo que muitas vezes temos o “Clube do Bolinha” nas tomadas de decisões, mas sem implementações efetivas que tragam força às mulheres empreendedoras. 

BMS: Que conselhos você daria às mulheres brasileiras que estão iniciando ou que já estão atuando nos mercados internacionais?

Luciane Fornari: Para as iniciantes deixo o conselho de que mercado Internacional exige estudo cultural, pois muitas vezes pode ser perda de tempo, especialmente em países islâmicos. Estes locais não fazem negócios com mulheres e é preciso indicar um homem para negociação, ser pragmática. Para quem já está no comércio exterior sugiro fortalecimento pelas redes de apoio, pelas redes digitais e pelo associativismo. É preciso também ser consistente nesse investimento, não desistam dos negócios, insistam e sigam crescendo até obter seus objetivos. 

Tags:
Faça parte do Programa
Brazil Machinery Solutions
Tenha acesso a inúmeras oportunidades para potencializar a sua marca ao redor do mundo!
SAIBA COMO
NEWSLETTER
Quer acompanhar todas as nossas novidades?
Brazil Machinery Solutions.®
Todos os direitos reservados, 2026.
Mapa do Site - Transparência - Política de Privacidade
Promoção:
Realização:
Abimaq Apex Brasil